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domingo, 19 de fevereiro de 2012

textos para interpretaçao para ensino fundamental


GOVERNAR
Carlos Drummond de Andrade

Os garotos da rua resolveram brincar de Governo, escolheram o Presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.
-Pois não  - aceitou Martim. - Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança. Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.
- Com que dinheiro? − atalhou Januário.
- Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do Governo.
-  E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.
- Lucram a certeza de que têm um bom Presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.
- Assim não vale. O Presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.
- Eu sou o Presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser Presidente é moleza? Já estou sentindo como este cargo é cheio de espinhos.
Foi deposto, e dissolvida a República.

2- Quem disse a frase: Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares?
A) Martim.
B) Januário.
C) Clóvis.
D) Ministro.

3- O garoto que assumiu a presidência durante a brincadeira de Governo foi
A) Martim.
B) Januário.
C) Clóvis.
D) Ministro.


O cachorro e sua sombra
Esopo

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne, ao cruzar uma ponte sobre um riacho, vê  sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o animal refletido na água, para tomar a porção de carne que julga ser maior que a sua.
Agindo assim ele perdeu ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.

4- No texto o cachorro ficou sem carne alguma porque
A) ficou com medo da sua imagem refletida na água e largou sua porção.
B) se assustou com sua imagem refletida na água e largou sua porção.
C) quis tomar a porção de carne do animal refletido na água pensando ser maior que a sua.
D) quis pegar sua porção de carne que pensou ter caído na água.


Menino de 11 anos morde pit bull para se defender de ataque em Minas Gerais
Renata Batista

Um menino de 11 anos mordeu um pitt Bull e se livrou do ataque do animal em Sabará (região metropolitana de Belo Horizonte).
Gabriel Alexandre da Silva estava em casa na tarde de anteontem quando foi atacado pelo cão da família, Titã.
De acordo com a avó do garoto, Arlinda Francisca de Almeida, Gabriel só conseguiu se desvencilhar do animal, que estava preso, ao segurar o cão pelo pescoço e mordê-lo. Gabriel quebrou um dente durante a mordida.
O garoto saiu do jardim pulando o muro da casa. Enquanto isso, funcionários de uma obra ao lado batiam em um portão para tentar atrair o pit bull. Bombeiros recolheram o animal.

Uma seqüência de acontecimentos são informações importantes que constam de uma notícia.
5- Indique a alternativa em que os fatos do texto estão organizados na seqüência temporal.
A) Gabriel segurou o cão pelo pescoço e o mordeu; o garoto pulou o muro; bombeiros recolheram o animal.
B) Gabriel pulou o muro; o garoto segurou o cão pelo pescoço e o mordeu; os bombeiros recolheram o animal.
C) O garoto segurou o cão pelo pescoço; o cão o mordeu; os bombeiros recolheram o animal.
D) Gabriel segurou o cão pelo pescoço e o mordeu; os bombeiros recolheram o animal; o garoto pulou o muro.

6- Qual das frases retiradas do texto apresenta uma opinião?
A) Um menino de 11 anos mordeu um cão pit bull e se livrou do ataque do animal em Sabará (região
     metropolitana de Belo Horizonte).
B) Gabriel Alexandre da Silva estava em casa na tarde de anteontem quando foi atacado pelo cão da família,
     Titã.
C) O cachorro foi levado ao centro de controle de zoonoses, onde deve ficar em observação por  pelo menos
      dez dias.
D) Se [o Titã] fez isso uma vez, pode fazer de novo.

Leia o texto para responder à questão.

Poeminha do contra
Mário Quintana

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

7- O poeta surpreende o leitor quebrando o ritmo do quarteto quando cria uma relação entre
A) passarão / passarinho.
B) estão / passarão.
C) caminho / passarinho.
D) estão / caminho.


A água pede água

Dá para socorrer a natureza em ações bastante simples do nosso dia-a-dia Hoje é o Dia Mundial da Água. Aqui, no planeta Terra, a terra (continentes e ilhas) ocupa apenas 1/4. Tudo mais é água: doce, salgada, sólida, líquida, gasosa. É nos oceanos e mares que fica a maior parte da água: 97,5%. Mas precisamos mesmo é de água doce para viver. Só que a maior parte dela está congelada. Resta, então, a água dos aqüíferos (reservas subterrâneas), dos lagos, dos pântanos e dos rios. E ela está acabando no mundo todo!
O Brasil concentra 14% da água doce do planeta. Por isso esbanjá-la é como cometer um crime. O pior é que a maioria das pessoas desperdiça sem perceber. Aqui, uma casa gasta em média 477 litros. É muita coisa! São três litros em cada escovação de dentes, dez litros por descarga de banheiro, 70 litros no banho.

Fonte: VEIGA, Patrícia Trudes da. A água pede água. Folha de S. Paulo.

8- No texto há várias informações que nos levam ao tema principal transmitido pelo autor que é
A) a necessidade de se acabar com o desperdício de água.
B) a constatação que há muita água doce no nosso planeta.
C) a quantidade de água que cada pessoa gasta por dia é adequada.
D) a qualidade da água que bebemos está melhorando.


Leia o texto para responda à questão.
Abolição e liberdade
Machado de Assis

Por isso digo, e juro, se necessário for, que toda história desta lei de 13 de maio estava por
mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.
Fonte: MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Abolição e liberdade.

9- O texto faz uma referência à Lei de Abolição da Escravidão no Brasil. A data de edição dessa Lei é mencionada na seguinte referência contida no texto:
A) 13 de maio.
B) segunda-feira.
C) mil, mil e quinhentos.
D) trinta e três (anos de Cristo).



Leia o texto para responder à questão.
O Corvo e o Jarro
Esopo
Um corvo, que estava sucumbindo de sede, viu lá no alto um Jarro, e na esperança de achar água dentro, voou até lá com muita alegria.
Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza, que o jarro continha tão pouca água em seu interior, que era impossível retirá-la de dentro.
Ainda assim, ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do jarro, mas como seu bico era curto demais, todo seu esforço foi em vão.
Por último ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e uma a uma colocou-as dentro da jarra. Ao fazer isso, logo o nível da água ficou ao alcance do seu bico, e desse modo ele salvou sua vida.
Por que os vaga-lumes piscam?
O vaga-lume fêmea pisca para avisar ao macho que ele pode se aproximar dela para namorar, ou seja, para o acasalamento. O pisca-pisca também serve para espantar os inimigos, pois toda vez que a luz pisca, produz-se uma substância tóxica no corpo do vaga-lume. O sinal luminoso serve para avisar ao predador que aquela comida não é das melhores. E o pisca-pisca dos vaga-lumes serve como uma espécie de linguagem do trânsito para que eles não se trombem enquanto estão voando!
Essa linguagem ainda não é totalmente conhecida pelos humanos, mas cumpre uma função muito importante de sinalização.
Fonte: TAKAIAMA, Shaomy. Caia na rede e aprenda. O Estado de S. Paulo.

16- O pisca-pisca ajuda os vaga-lumes a se livrar dos predadores porque
A) a luz avisa ao vaga-lume macho que ele pode se aproximar da fêmea para namorar.
B) toda vez que a luz pisca, produz-se uma substância tóxica no corpo do vaga-lume.
C) a luz serve como uma espécie de linguagem do trânsito.
D) serve para que os vaga-lumes não trombem enquanto estão voando.

Leia o texto para responder à questão.
Padrões de Beleza

Devemos lembrar que os padrões de beleza mudam com o tempo - não são eternos e imutáveis. No século XVIII as musas da beleza eram brancas e gordinhas, como bem mostram os quadros de Rembrandt e Rubens. No século XIX, eram as mulheres esqueléticas, pálidas, com profundas olheiras. No XX, já tivemos as cheias de curvas - Elizabeth Taylor, Gina Lolobrigida. Na década de 70 símbolo foi a Twiggy, supermagrinha.
Nos anos 80 e 90, as top models são muito magras, altas. Mas, ao mesmo tempo, convivemos com Sharon Stone e Demi Moore, cheias de curvas e corpo sensual. Poderíamos fazer o mesmo estudo com os homens, desde as formas perfeitas dos gregos, até os bem magrinhos, terminando com Van Damme e Schwarzenegger. Enfim, queremos ser iguais, ter a mesma forma, e isso é natural. O problema é quandoisso não é possível, e começamos a abusar de nosso corpo e nos colocamos em risco físico ou psíquico para atingir uma meta que pode ser impossível.
É importante que gostemos de nós mesmos. Vimos como a criança pequena é muito voltada para si. Depois, com o desenvolvimento, ela começa a se relacionar com outras pessoas, brinca junto, até ter os primeiros amigos. Já adolescente, além dos amigos, se desenvolvem também as primeiras paixões, os amores e os relacionamentos mais estáveis. O gostar de si se estende pelo desenvolvimento nas relações com outras pessoas.
Fonte: ESSLINGER, Ingrid; KOVÁCS, Maria Júlia. Adolescência: vida ou morte?. São Paulo: Ática, 2000.

17-As autoras do texto Padrões de Beleza defendem a tese de que os padrões de beleza
A) são regras que as pessoas devem seguir a qualquer custo, mesmo que pareçam impossíveis.
B) são mutáveis, mas os dos séculos passados eram bem melhores do que os atuais.
C) são regras que dizem respeito somente às mulheres, pois os homens não se importam com beleza.
D) são mutáveis, e o importante é que as pessoas gostem de si próprias.



 Missa do Galo
Machado de Assis

Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte.

19- O narrador detalha o local de moradia de sua personagem na seguinte passagem do texto:
A) “Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado.”
B) “A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas”
C) “Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia”
D) “Nunca tinha ido ao teatro.”


Leia o texto para responder à questão.

O revoltado Robespierre
Alcântara Machado

Todos os dias úteis às dez e meia toma o bonde no Largo de Santa Cecília encrencando com
o motorneiro.
− Quando a gente levanta o guarda-chuva é para você parar essa joça! Ouviu, sua besta? Gosta de todos aqueles olhares fixos nele. Tira o chapéu. Passa a mão pela cabeleira leonina. Enche as bochechas e dá um sopro comprido. Paga a passagem com dez mil-réis. Exige o troco imediatamente.
− Não quero saber de conversa, seu galego. Passe já o troco. E dinheiro limpo, entendeu? Bom.

20- O trecho que indica a moeda usada na época em que se passa a narrativa é
A) Paga a passagem com dez mil-réis. Exige o troco imediatamente.
B) – Não quero saber de conversa, seu galego. Passe já o troco. E dinheiro limpo, entendeu? Bom.
C) Gosta de todos aqueles olhares fixos nele. Tira o chapéu. Passa a mão pela cabeleira leonina.
D) – Quando a gente levanta o guarda-chuva é para você parar essa joça! Ouviu, sua besta?

Leia o texto para responder à questão.
O rondó dos cavalinhos
Manuel Bandeira
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora,
E em minh’alma – anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
E nós cavalões, comendo...
Alfonso Reyes partindo,
E tanta gente ficando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minh’alma – anoitecendo!

21- Em seu livro Na sala de aula, o professor Antonio Candido comenta que o poema Rondó dos cavalinhos foi escrito numa época em que “discutia-se muito no Brasil se a poesia estava no fim”. Os versos que podem ser associados a tal informação são:

A) Tua beleza, Esmeralda, Acabou me enlouquendo.
B) Alfonso Reyes partindo, E tanta gente ficando…
C) O sol tão claro lá fora, E em minh’alma – anoitecendo!
D) O Brasil estava politicando, Nossa! A poesia morrendo...

Leia o texto para responder à questão.

O ASSALTO
Carlos Drummond de Andrade

A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso1 de feia catadura2, que dorme de olhos
abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranqüila, e nunca se teve notícia de assalto a residência tão bem protegida.
Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão
de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar até lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isto. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No
jardim ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento o cão estava junto da doméstica, e abanou o rabo, afirmativamente.

1 Molosso indica uma espécie de cão de fila, bastante feroz.
2 Catadura quer dizer aparência.

22- A alternativa que apresenta a seqüência correta de fatos que ocorrem no texto é
A)    um homem invade uma casa, abre a porta da casa, saca o revólver, atira no cão e foge para não despertar os moradores.
B)    o animal dorme de olhos abertos, um homem consegue abrir o portão e penetra no jardim, os donos da casa despertam e chamam a polícia.
C)    um homem consegue entrar no jardim, o cachorro avança contra ele e abocanha-lhe a perna, então o
ladrão olha para o cão, suplica-lhe que o deixe viver e promete que não tentará mais assaltar aquela casa.
D)    um homem é mordido por um cão e telefona para a casa para saber se o animal é vacinado.


Leia o texto para responder à questão.
Almoço Mineiro
Rubem Braga
Éramos dezesseis, incluindo quatro automóveis, uma charrete, três diplomatas, dois jornalistas, um capitão-tenente da Marinha, um tenente-coronel da Força Pública, um empresário do cassino, um prefeito, uma senhora loura e três morenas, dois oficiais de gabinete, uma criança de colo e outra de fita cor-de-rosa que se fazia acompanhar de uma boneca.
Falamos de vários assuntos inconfessáveis. Depois de alguns minutos de debates ficou assentado que Poços de Caldas é uma linda cidade. Também se deliberou, depois de ouvidos vários oradores, que estava um dia muito bonito. A palestra foi decaindo então, para assuntos muito escabrosos: discutiu-se até política. Depois que uma senhora paulista e outra carioca trocaram idéia a respeito do separatismo, um cavalheiro ergueu um brinde ao Brasil.

23- O narrador é um dos personagens do relato, isto é, participa dos acontecimentos contados, como se
pode constatar no trecho
A) Éramos dezesseis, incluindo quatro automóveis, uma charrete,...
B) Depois de alguns minutos de debate...
C) Também se deliberou, depois de vários oradores...
D) A palestra foi decaindo então...


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Exigências de pai para adotar criança diminuem em São Paulo
Total de pretendentes que colocavam cor branca como essencial caiu de 49% para 38%
Projeto
Anteontem, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com novas regras para adoção, como o direito de filhos adotivos conhecerem o nome de seus pais biológicos. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado e sancionada pelo Presidente da República.
Um dos dispositivos do projeto estabelece que o tempo máximo de permanência da criança em abrigo seja de dois anos. Na capital paulista, entretanto, de 30% a 40% dos acolhidos já vivem em abrigos mais tempo que esse limite. São Paulo acolhe hoje 1.947 crianças em abrigos, 30% delas em condições de serem adotadas.

Fonte: REIS, Thiago; ACAYABA, Cíntia. Exigências de pai para adotar criança diminuem em São Paulo.

24- O vocábulo grifado no texto (anteontem) indica
A) dúvida.
B) intensidade.
C) tempo.
D) lugar.


Leia o texto para responder à questão.
O Asno em Pele de Leão
Esopo

Um Asno, ao colocar sobre seu dorso uma pele de Leão, vagava pela floresta divertindo-se com o pavor que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.
Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:
− Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurro!

25- Lendo com atenção a fábula acima, onde o Asno tenta enganar a todos, mas é descoberto pela Raposa, concluímos que sua moral é
A) As aparências podem enganar a todos, mesmo que aquele que se esconde seja um tolo.
B) As aparências podem enganar até mesmo os mais espertos.
C) Um tolo pode se esconder por trás das aparências porque sua forma de agir encobrirá as suas palavras.
D) Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar a todos quem na
      verdade ele é.

Leia o texto para responder à questão.

O fracasso do movimento barriga power!

Temos três notícias. Uma boa e duas ruins.
A boa: sabe aquela barriga tanquinho, mito estético horrível que a gente nunca conseguiu atingir? E, graças à nossa sanidade mental, nunca tentou ter? Pois é, agora a moda não é mais essa.
Viva, viva! Será que finalmente as mulheres vão poder ter uma barriga normal em paz? Nada disso.
A má notícia é: agora a moda é a barriga negativa, ou seja, não basta a falta de barriga e sim a barriga ao contrário. Uma espécie de buraco na barriga, para que não restem dúvidas de que a “infeliz” não tem mesmo uma barriga!
Seria uma barriga negativa no sentido astral? Talvez! Porque pense em quanto prazer essa pessoa deixou de ter para conquistar a tal "não barriga".

Fonte: HALLACK, Jô.

26-Considerando a frase sublinhada, pode-se dizer que o autor dirige o texto, mais especificamente, para as
A) academias de ginástica que devem se atualizar para a próxima moda.
B) pessoas em geral que apreciam o visual das mulheres.
C) mulheres que apresentam problemas de saúde.
D) mulheres que desejam estar no ritmo da moda.

 O Chão não Pára Quieto

Há mais de 200 milhões de anos, as terras emersas do planeta eram uma coisa só – um blocaço de terra chamado Pangéia, onde não se conheciam fronteiras marítimas. A América do Sul ficava encostada na África. Ao pé das duas, estava grudada a Antártica, que por sua vez fazia fronteira com a Austrália e esta, com o subcontinente indiano. Ao norte, América do Norte e Europa se uniam.
A configuração atual do planeta, com vários continentes, começou a surgir há uns 100 milhões de anos e só foi possível porque a crosta (camada mais superficial e sólida do planeta) está permanentemente flutuando, em um movimento explicado pela chamada tectônica de placas .(...)

Fonte: GIRARDI, Giovana. Tectônica de placas.

28- O texto apresenta várias informações sobre as mudanças ocorridas no nosso planeta. Seguindo a
seqüência dessas informações, ficamos sabendo que
A) há mais de 200 milhões de anos as terras do planeta eram inundadas e a configuração atual do
    planeta é a mesma daquela época.
B) há mais de 200 milhões de anos a Antártica ficava ao lado da África.
C) a configuração atual do planeta é quase a mesma de há mais de 200 milhões de anos.
D) há mais de 200 milhões de anos a América do Sul ficava encostada na África.

Leia o texto para responder à questão.
Fascínio e temor pela Paulicéia
Miriam Duailibi
Quando, ainda criança, passava por São Paulo a caminho das férias em Santos. Aqui nos detínhamos para visitar a família, fazer compras ou, como diziam os parentes, “tomar um banho de civilização”. Lembro-me da sensação de deslumbramento pelo burburinho das ruas, pela elegância das lojas e confeitarias e pela diversidade das pessoas que circulavam livres e alegremente pelas ruas, cujos comportamentos e vestimentas me enchiam a mente de idéias inovadoras e revolucionárias, inquieta e contestadora que sempre fui.
Os jardins bem cuidados, de estética européia, eram tão diferentes da vegetação tortinha do cerrado à qual estava acostumada; as praças arrumadinhas em nada lembravam as nossas, de frondosas mangueiras, caminhos sem cor, forrados de bocaiúvas caídas dos coqueiros e tingidos pela água das chuvas que escorriam sobre a terra vermelha do Planalto Central.
Fonte: DUAILIBI, Miriam. Fascínio e temor pela Paulicéia. .

29- No texto, quais características a autora atribui para a cidade de São Paulo?
A) Limpa e tranqüila.
B) Barulhenta e sem cor.
C) Descuidada e suja.
D) Elegante e bem cuidada.


Leia o texto para responder à questão.

E o mundo não se acabou
Assis Valente

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maillot
E o tal do mundo não se acabou...

Fonte: VALENTE, Assis. E o mundo não se acabou.

30- A expressão conversa mole está em sentido conotativo, ou seja, ela adquiriu, nesse texto, um novo significado. A palavra que pode substituí-la, sem alterar o sentido do texto é
A) verdade.
B) mentira.
C) pensamento.
D) incerteza.

Leia os textos para responder à questão.

TEXTO 1
Passeio
Em noite de vaga-lumes
A visita noturna ao Zoológico de São Paulo dura quase três horas e é cheia de surpresas
DA REPORTAGEM LOCAL

Já era noite quando o grupo saiu de mochila nas costas e lanterna nas mãos. Lá fora, um bando de vaga-lumes fazia uma festa só, com muitas luzinhas, num campo. Até parecia que estavam recepcionando os visitantes durante o passeio noturno ao Zoológico de São Paulo.
Mas essa não foi a única surpresa da visita, que dura quase três horas para encarar na boa o trajeto, é melhor ter mais de cinco anos e ficar firme e forte à noite. No passeio, é curioso conhecer mais sobre os animais de hábitos noturnos, a começar pela coruja-de orelha Hera, apresentada ao público já no auditório. Diante dos olhares curiosos das crianças, Hera voava de um lado para o outro, sempre após o chamado do pessoal do zôo.
Fonte: ROMEU, Gabriela.

TEXTO 2
Passeios Noturnos
VAGAS ESGOTADAS!
AGUARDEM NOVAS DATAS PARA 2009

O “Passeio Noturno” é uma atividade oferecida pela Fundação Parque Zoológico de São Paulo, por meio da qual os participantes podem ver, ouvir e sentir os mistérios da vida noturna do Zoológico e da Mata Atlântica!
Esse Passeio, que acontece desde 2003, dá aos visitantes a oportunidade de observar e conhecer melhor várias espécies de animais de hábitos crepusculares e noturnos, que, muitas vezes, se encontram menos ativos durante o dia, já que na natureza realizam suas principais atividade à noite.
Fonte: FUNDAÇÃO PARQUE ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO.

31- Os textos 1 e 2 apresentam, de maneira diferente, o mesmo assunto: os passeios noturnos pelo zoológico de São Paulo. Pode-se dizer que:
A) o texto 1 relata a experiência de um grupo de visitantes e o texto 2 dá informações sobre os passeios.
B) o texto 1 informa sobre as atividades no zôo e o texto 2 conta sobre os hábitos dos animais.
C) o texto 1 enumera os animais noturnos e o texto 2 informa sobre a Mata Atlântica.
D) o texto 1 informa sobre as condições dos passeios noturnos e o texto 2 relata aventuras com os animais.


Leia o texto para responder à questão.

DELICIOSOS E DISFARÇADOS
Que tal transformar alimentos aparentemente pouco nutritivos misturando ingredientes saudáveis à receita?

Jessica Seinfeld, cansada de tentar fazer com que seus filhos comessem frutas e verduras, certa vez misturou um purê de abóbora ao costumeiro macarrão da garotada. Todos se deliciaram, sem nem perceber a artimanha da mãe. A experiência levou a outras receitas, igualmente bem-sucedidas, e ela acabou lançando o livro Deliciosos e Disfarçados, em que ensina alguns truques para que os pais transformem alimentos aparentemente pouco nutritivos, como panquecas e tortas, em saudáveis. E sem que seus filhos percebam.
O exemplo é interessante porque revela que sempre se pode aumentar a qualidade da alimentação, independentemente da nossa cultura alimentar ou da de nossos filhos. E comer saudavelmente não é só empanturrar-se de biscoitinhos integrais e se esquecer de comer frutas, legumes e verduras. “O corpo precisa de uma quantidade recomendada de nutrientes. Portanto, o termo certo é alimentação saudável, e não alimento saudável, de uma forma isolada”, diz a nutricionista Gláucia Padovan.
Mantendo essas ressalvas em mente, nada nos impede de comer, sem culpa, um combinado de fibras, vitaminas e sais minerais – com aparência de sanduíche ou salgado de botequim.

Fonte: PRUDENTE, Gustavo. Deliciosos e disfarçados.

32- No artigo da revista, a fala da especialista é indicada por
A) parênteses.
B) travessão.
C) aspas.
D) parágrafo.



Leia o texto para responder à questão.
Santinho
Luís Fernando Veríssimo

Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular.
Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que
ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo
primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até
maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher
pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E
uma fera.
Fonte: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O santinho.
33- Em “Curioso: por que escrevi ”Dona Ilka” e não Ilka?”, a interrogação marca uma pergunta que o narrador-personagem faz para
A) si próprio.
B) o leitor.
C) Dona Ilka.
D) personagem menino.


Leia o texto para responder à questão.

Memórias póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis

Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre-diabo, que nunca jamais vira uma moeda de ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, vi-a reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o "senhor doutor" podia castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! até ouvi estalar um beijo: era o almocreve que lhe beijava a testa.

34- Verificamos que no texto são contados fatos já vivenciados pelo narrador. Essa idéia nos é transmitida pelo uso de
A) expressões como colete velho.
B) verbos no passado como fui, tirei e viu.
C) palavras como estremeções.
D) invocações como Valha-me Deus!

Leia o texto para responder à questão.

Onde nasce o Ipiranga

Em novembro, o Jardim Botânico de São Paulo completa 80 anos, e uma dica é comemorar a data percorrendo a trilha da Nascente.
Ela tem 360 m suspensos em uma passarela feita com madeira de reflorestamento, que permite adentrar a mata sem degradá-la.
Ou seja, as pessoas não precisam pisar na mata afetando a biodiversidade. No final da trilha, uma descoberta. Os visitantes encontram a nascente do histórico riacho do Ipiranga.
"Foi muito legal ver a nascente", disse João Manoel Rodrigues, 11. "Mas eu pensava que um rio nascesse por um buraco maior."
No percurso, ele e seus colegas também viram uma preguiça e fizeram festa para uma família de macacos que pulava nas árvores.
"Olha a mãe com o filhotinho.", apontou Talita Ribeiro Ramos, 11. "Antes eu só havia visto macacos presos no zoológico, nunca assim em liberdade.", conta. "É bem mais legal assim, né?"

Fonte: ONDE nasce o Ipiranga. Folha de S. Paulo.

35- Qual frase do texto apresenta gíria e formas de expressão típicas da fala?
A) Os visitantes encontram a nascente do histórico riacho do Ipiranga.
B) "Olha a mãe com o filhotinho."
C) "Antes eu só havia visto macacos presos no zoológico, nunca assim em liberdade."
D) "É bem mais legal assim, né?"
Leia o texto para responder à questão.
Poema de circunstância
Mário Quintana

Onde estão os meus verdes?
Os meus azuis?
O Arranha-Céu comeu!
E ainda falam nos mastodontes, nos brontossauros, nos tiranossauros,
Que mais sei eu...
Os verdadeiros monstros, os Papões, são eles, os arranha-céus!
Daqui
Do fundo
Das suas goelas,
Só vemos o céu, estreitamente, através de suas empinadas gargantas ressecas.
Para que lhes serviu beberem tanta luz?!
Defronte
À janela onde trabalho
Há uma grande árvore...
Mas já estão gestando um monstro de permeio!
Sim, uma grande árvore... Enquanto há verde,
Pastai, pastai, olhos meus...
Uma grande árvore muito verde... Ah,
Todos os meus olhares são de adeus
Como o último olhar de um condenado!

36- O poema acima nos transmite a informação de que
A) existe harmonia entre o desenvolvimento da cidade e a preservação da natureza.
B) o desenvolvimento da cidade destruiu a natureza.
C) a natureza invade a cidade, apesar dos arranha-céus.
D) existe harmonia entre o homem e a natureza.


Leia o texto para responder à questão.
Prova falsa
Stanislaw Ponte Preta

Quem teve a idéia foi o padrinho do caçula − ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação.
− Mas o cachorro era um chato − desabafou.
Desses cachorrinhos de raça, cheios de nhenhenhém, que comem comidinha especial, precisam de muitos cuidados, enfim, um chato de galocha. E, como se isso não bastasse, implicava com o dono da casa.
− Vivia de rabo abanado para todo mundo, mas quando eu entrava em casa vinha logo com aquele latido fininho e antipático, de cachorro de francesa.
Ainda por cima era puxa saco. Lembrava certos políticos da oposição, que espinafram o ministro, mas quando estão com o ministro, ficam mais por baixo que tapete de porão. Quando cruzavam num corredor ou qualquer outra dependência da casa, o desgraçado rosnava ameaçador, mas quando a patroa estava perto, abanava o rabinho, fingindo-se seu amigo.
− Quando eu reclamava, dizendo que o cachorro era um cínico, minha mulher brigava comigo, dizendo que nunca houve cachorro fingido e eu é que implicava com o “pobrezinho”.
Num rápido balanço poderia assinalar: o cachorro comeu oito meias suas, roeu a manga de um paletó de casemira inglesa, rasgara diversos livros, não podia ver um pé de sapato que arrastava para locais incríveis. A vida lá em casa estava se tornando insuportável. Estava vendo a hora em que se desquitava por causa daquele bicho cretino. Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes e era uma choradeira das crianças e uma espinafração da mulher.
− Você é um desalmado − disse ela, uma vez.
Venceu a guerra fria com o cachorro graça à má educação do adversário. O cãozinho começou a fazer pipi onde não devia. Várias vezes exemplado, prosseguiu no feio vício. Fez diversas vezes no tapete da sala. Fez duas na boneca da filha maior. Quatro ou cinco vezes fez nos brinquedos da caçula. E tudo culminou com o pipi que fez em cima do vestido novo da sua mulher.
− Aí mandaram o cachorro embora? − perguntei.
− Mandaram, mas eu fiz questão de dá-lo de presente a um amigo que adora cachorros. Ele está levando um vidão em sua nova residência.
− Ué... Mas você não o detestava? Como é que ainda arranjou essa sopa pra ele?
− Problema de consciência − explicou: − O pipi não era dele.
E suspirou cheio de remorsos.

Fonte: PONTE PRETA, Stanislaw.

37- No título o narrador anuncia para o leitor a chave para entender o humor do texto. Em que trecho o narrador surpreende o leitor e faz com que ele leia novamente a história para compreender esse humor?
A) − Mas o cachorro era um chato − desabafou.
B) − Você é um desalmado − disse ela, uma vez.
C) − Aí mandaram o cachorro embora? − perguntei.
D) − Problema de consciência – explicou: − O pipi não era del

Leia o texto para responder à questão.
História de bem-te-vi
Cecília Meireles

Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa só de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu.
Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e "querejuás todos azuis de cor finíssima...". Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura.


38- Este trecho do texto  trata da transformação por que passam as cidades brasileiras, o avanço dos arranha-céus e o desaparecimento dos pássaros. O trecho deixa também uma informação subentendida, de que
A) o homem está destruindo a natureza.
B) os pássaros não fazem parte da natureza.
C) os pássaros devem ficar somente em zoológicos e museus.
D) os velhos cronistas desta terra criavam lindos pássaros.


Leia o texto para responder à questão.
Esse papai não é urso
Gustavo Miller

Lembram da história do Mogli, o menino que foi criado entre os lobos quando era bebê?
Então, nessa semana aconteceu uma história curiosa lá na Índia. Não, nenhum garoto foi encontrado vivendo entre uma alcatéia (coletivo de lobos). O que se achou foi um urso como animal de estimação de uma pobre família indiana.
A história é a seguinte: no ano passado, o trabalhador indígena Ram Singh Munda, de 35 anos, encontrou na floresta uma ursa órfã. Curiosamente, Munda também havia acabado de perder a sua esposa, então ele levou o mamífero até a sua casa para que ele consolasse a sua filha pequena: Dulki.de apenas 6 anos.
O bichinho ganhou o nome de Rani ("rainha") e acabou virando o animal de estimação dos dois. A história que parece ter saído de um filme da Disney chamou a atenção do mundo todo.
Principalmente a foto em que o papai Munda é visto andando de bicicleta com Rani. Muito fofo!
Mas, como em todo conto de fadas, há sempre um vilão. Nesse caso, foi o governo indiano, já que por lá é proibido ter animais silvestres em casa. Munda acabou sendo preso, a pequena Dulki está em um orfanato e Rani foi levada para o zoológico. Se já não bastasse tudo isso, a ursa não quer comer desde então e o pai de Dulki, se for condenado, pode ficar na prisão por três anos!
As pessoas que defendem os animais, os ativistas, ficaram impressionados com a história e querem que Munda seja solto.
Segundo os ativistas, o pai de Dulki não cometeu nenhum crime, pois nunca maltratou a ursa.
Ele também é analfabeto, não sabe ler, e não tinha conhecimento dessa lei que existe na Índia. A torcida é que o governo indiano entenda essa situação e deixe-o viver de novo com a sua filha. Quem sabe até com a ursa também. Se essa história da vida real fosse igual à de um conto de fadas de um livro, isso certamente iria acontecer.


39- A opinião dos ativistas, defensores dos animais, sobre o caso da ursa órfã é que
A) a história da ursa é igual à história do menino que foi criado entre lobos.
B) é proibido ter animais silvestres em casa e, por isso, o papai Munda foi preso.
C) Munda não cometeu um crime, pois não maltratou a ursa e desconhecia a lei.
D) as pessoas que defendem os animais ficaram impressionadas com a história.


Leia o texto para responder à questão.

NACIONALIDADE
Raquel de Queiroz

O menino nissei sentou no banco de jardim. Teria uns onze anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena e outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto deste e gritaram:
− Japonês! Japonês! Quer dizer a hora para nós?
O menino olhou o pulso onde se ostentava um enorme relógio niquelado, disse que eram nove e meia e acrescentou:
− Eu não sou japonês. Sou paulistano. Nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha mais velha coçou um borrachudo na canela fina:
− Se você não é japonês, teu pai é.
− Não, meu pai nasceu em Batatais.
− Então tua mãe.
− Ela também nasceu em Batatais.
A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
− Nós te chamou de japonês porque tu tem cara de japonês.
− Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que meus tios.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico.


40- O trecho do texto que apresenta discurso direto é
A) O menino olhou o pulso onde se ostentava um enorme relógio niquelado, disse que eram nove e meia e acrescentou:
B) A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
C) – Eu não sou japonês. Sou paulistano. Nasci aqui, no Jardim América.
D) Duas menininhas, uma morena e outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto deste e gritaram:



Leia o texto para responder à questão.

O leão e o ratinho
Esopo
Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora. Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva. Nisso apareceu o ratinho e, com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.


41- A moral de uma fábula sempre ensina uma lição de vida, a partir da história contada. A moral mais adequada para esta fábula é
A) A união faz a força.
B) Uma boa ação ganha outra.
C) O leão é o rei dos animais.
D) O medo de um grande mal nos ajuda a suportar um mal menor.

Leia o texto para responder à questão.

Estimulada pela professora Verônica Leal, 43, do quinto ano do Colégio Santa Maria, Isabella Perez,10, resolveu criar um blog.
“Coloco dicas de passeio, jogos, notícias, coisas que aprendo na escola. Acho legal ter blog porque você posta o que você gosta, para todo mundo saber”, diz.
A professora Veronica usa a ferramenta para estimular o debate sobre assuntos tratados em sala de aula. “Os alunos acompanham melhor o que acontece, enviam dicas, exercitam a escrita. E os pais também sabem mais sobre o que os filhos estão aprendendo”, afirma.

Fonte: ESCOLAS usam games e blogs para ensinar. Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 ago. 2008.

42- A leitura do texto, permite afirmar que há trechos em que se fala sobre Isabella e há trechos em que Isabella assume a fala. Assinale o trecho em que se apresenta a fala de Isabella.
A) Estimulada pela professora Verônica Leal, 43, do quinto ano do Colégio Santa Maria, Isabella Perez,10,
     resolveu criar um blog.
B) “Coloco dicas de passeio, jogos, notícias, coisas que aprendo na escola. Acho legal ter blog porque você
     posta o que você gosta, para todo mundo saber”
C) A professora Veronica usa a ferramenta para estimular o debate sobre assuntos tratados emsala de aula.
D) “Os alunos acompanham melhor o que acontece, enviam dicas, exercitam a escrita. E os pais também
     sabem mais sobre o que os filhos estão aprendendo”.

Leia o texto para responder à questão.
Não comerei da alface a verde pétala...
Vinícius de Moraes

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.

43- No verso Não comerei da alface a verde pétala, o poeta compara a alface a uma
A) flor.
B) fruta.
C) hortaliça.
D) leguminosa.



Leia o texto para responder à questão.

Regras para utilização do Parque Ibirapuera

Os treinadores de corrida devem orientar seus alunos para a utilização de percursos alternativos para trotes e treinos de baixa intensidade.
A grama não pode ser usada para corridas (exceção feita à volta da grade) e nem para a instalação de colchonetes, plásticos, lonas etc.
As concentrações de corredores devem ser feitas fora da via de circulação, nas corridas.

44- A expressão sublinhada no texto continua com o mesmo significado se for substituída por outra como
A) picadas abertas no mato.
B) caminhos mais difíceis.
C) trajetos diferentes.
D) pistas mais usadas.


Leia o texto para responder à questão.
NATAL
Rubem Braga

De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar pra ir a algum lugar. Hesito ainda um instante, ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto-me com certo alvoroço, olho a rua e sorrio: é um caminhão de lixo. Está tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!

45- No trecho sublinhado do texto, o narrador diz o contrário daquilo que pensa. A utilização desse recurso pode ser caracterizada como uma
A) dúvida, para prender a atenção do leitor.
B) comparação, para criar um suspense na leitura.
C) ironia, para gerar um efeito de humor na leitura.
D) zombaria, para ferir a sensibilidade do leitor.
Amigo oculto
por Danilo Teixeira
com José Carlos Meirelles

A missão deste sertanista da Funai é identificar tribos isoladas na Amazônia. E, depois, fazer de tudo para ninguém se aproximar delas.
– Esses índios correm risco de cair nas mãos de garimpeiros, madeireiros ilegais ou de grupos guerrilheiros? Como lidar com esses atores da Amazônia?
– Sim, o risco existe e, quando acontece, é um desastre. Temos uma ação diferente para cada grupo. Com ex-seringueiros, por exemplo, dá para conversar. É gente que vive há anos na selva, não são aventureiros. Já com os garimpeiros não tem conversa. Se você chegar a um acampamento de garimpo e pedir que, por favor, se retirem porque tem meia dúzia de índios ali do lado, vai levar um tiro na testa. Sempre que notamos um grupo desse numa região com tribos isoladas, recorremos à Polícia Federal para expulsar os invasores. E isso ocorre muito.


47- Com base no texto lido, pode-se afirmar que
A) sempre que se nota a presença de ex-seringueiros na região, é acionada a Polícia Federal, pois eles são
     violentos.
B) os garimpeiros são aventureiros, têm o lucro como meta, por isso não se preocupam com a preservação
     indígena e usam da violência para expulsar aqueles que querem impedir seu trabalho.
C) os garimpeiros são aventureiros, por isso se preocupam muito com a preservação indígena.
D) os ex-seringueiros são aventureiros, têm o lucro como meta, por isso não se preocupam com a preservação
     indígena e usam da violência para expulsar aqueles que querem impedir seu trabalho.


Leia o texto para responder à questão.

Menino
Fernando Sabino

Menino, vem pra dentro, olha o sereno! Vai lavar essa mão. Já escovou os dentes? Tomou a
bênção do seu pai. Já pra cama!
De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? Isso, assim que eu gosto: menino educado, obediente. Está vendo? É só a gente falar. Desce daí, menino! Me prega cada susto...Pára com isso! Joga isso fora. Que é que você andou arranjando? Quem te ensinou esses modos? Passe para dentro. Isso não é gente para ficar andando com você.

48- Observar as formas verbais grifadas no texto, o autor utiliza-se delas para
A) imitar a forma como as mães falam com seus filhos.
B) demonstrar que os filhos são muito desobedientes.
C) mostrar a difícil relação entre mães e filhos.
D) indicar o modo como os filhos devem ser educados.


Leia o texto para responder à questão.

Exército Verde

Na tentativa de melhorar a qualidade do ar no país antes da Olimpíada, o governo da China gastou 20 bilhões de dólares em ações ambientais. As iniciativas incluíram a remoção de mais de 200 fábricas poluidoras para regiões afastadas de Pequim, a extensão da malha metroviária e a substituição - por veículos reluzentes e abastecidos com gás natural - de uma velha frota de 47000 táxis e 7000 ônibus movidos a diesel. Além disso, cada cidadão chinês foi conclamado a semear ao menos uma árvore em território nacional. No ano passado, 2,2 bilhões de árvores foram plantadas, num esforço que teve a participação de 58% da população - incluindo soldados do exército chinês. Ainda assim, atingir o objetivo está difícil. A menos de um mês da abertura dos Jogos, o próprio governo chinês reconhecia que o índice de poluição em Pequim estava duas vezes acima do
recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Fonte: OLIMPÍADA Pequim 2008. Veja, São Paulo, jul. 2008. Edição Especial.

49- De acordo com o texto, em relação à poluição, pode-se dizer que
A) a China atende às recomendações da Organização Mundial de Saúde.
B) as fábricas e os veículos automotores são os maiores poluidores.
C) o exército Chinês está preparado para proteger o país.
D) bastam 20 milhões de dólares para manter a poluição sob controle.
 Quando é o momento certo para aprender um novo idioma?

Não se sabe ao certo, mas aquela história de que “quanto mais cedo, melhor” é verdadeira, “Estudos recentes demonstram que a criança que tem o conhecimento de duas línguas terá mais facilidade de aprender outros idiomas depois”, defende Cornélia Herbert, da Escola Suíço-brasileira.
Os motivos que levam os pais a colocarem seus filhos em escolas bilíngües são três. Você pode até não ter idéia do que vai ser quando crescer, mas falar mais de um idioma sempre será ponto positivo a seu favor.
Outra questão é a tradição familiar. Muita gente aprende desde cedo idiomas como japonês, francês ou alemão porque alguém da família já fala aquela língua.
E tem ainda a idéia de um dia morar fora do Brasil, plano que muitas famílias levam a sério, como meio de ganhar cultura e experiência diferentes de um outro país.
Independentemente dos motivos, freqüentar escola bilíngüe é sempre um grande aprendizado, mas não é o único meio de despertar seus interesses por outras culturas, outros povos, outros modos.
Além disso, cada um tem seu ritmo de brincar e de aprender, verbos que não pedem idade para serem conjugados.

Fonte: QUANDO é o momento certo... O Estado de S. Paulo.
51- A idéia principal do texto é
A) a estudo de línguas estrangeiras por crianças.
B) a importância da tradição familiar para se aprender outras línguas.
C) o ritmo de aprendizagem das crianças.
D) a necessidade do estudo em países do exterior.




Leia o texto para responder à questão.

Conheça as baleias

Antes de mais nada, é bom que se diga: baleias são mamíferos e, assim sendo, não são peixes. É bom ficar clara essa diferenciação porque ela tem conseqüências para a sobrevivência das espécies.
Historicamente as baleias foram tratadas como peixes pela indústria baleeira, um equívoco mortal para elas.
A maioria de espécies de peixes se reproduzem através da liberação, pelas fêmeas, de enormes quantidades de ovos na água que, então, são fertilizados pelos machos. Em condições ambientais normais, apenas uma pequena porcentagem desses ovos fecundados chegarão à forma adulta. Ainda assim, o número de ovos que vingam é alto e podem suprir às necessidades de consumo do ser humano, desde que se encontre formas sustentáveis de exploração.
Por outro lado, as baleias são mais parecidas com o homem e demais mamíferos. Ou seja, têm sangue quente, respiram ar pelos pulmões, e dão à luz filhotes bem desenvolvidos, que crescem sendo amamentados por suas mães. O período de gestação é bastante longo e, normalmente, um filhote nasce a cada um ou dois anos, requerendo mais de um ano de cuidados maternais, antes de poder sobreviver sozinho. Esse filhote pode levar muitos anos para atingir a maturidade. Por essas razões, as baleias se recuperam muito lentamente das perdas provocadas durante sua exploração comercial.


52-  o texto, é possível se dizer que
A) como as baleias se reproduzem através da liberação, pelas fêmeas, de enormes quantidades de ovos na água,
      apenas uma pequena porcentagem desses ovos fecundados chegarão à forma adulta.
B) pelo fato de as baleias serem tratadas como mamíferos, elas se tornaram uma espécie em extinção.
C) como o número de ovos de peixes que vingam é alto, não há como encontrar formas sustentáveis para sua
     exploração.
D) como as baleias são mamíferos e os filhotes demoram para atingir a maturidade, elas se recuperam muito
     lentamente das perdas provocadas pela sua exploração comercial.


53- A concordância verbal acontece quando existe uma adaptação do sujeito ao verbo. Se o sujeito for simples e plural, o verbo irá para o plural. Em qual frase aparece um exemplo que pode ilustrar esta explicação?
A) Quer ganhar uma bike?
B) Escreva um texto de até 10 linhas.
C) Como você equiparia uma bicicleta muito especial?
D) Os autores receberão uma bicicleta.


Leia o texto para responder à questão.

COMPORTAMENTO
DECIFRANDO A MATEMÁTICA

Terror dos estudantes, a disciplina começa a ser ensinada de forma lúdica para cair no gosto dos alunos.
Claudia Jordão

A simples pronúncia das palavras álgebra, aritmética ou geometria é o suficiente para arrepiar os cabelos de boa parte dos alunos em uma sala de aula.
A professora Suely Druck, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática, garante que a aversão por números não é exclusividade do povo brasileiro. “Essa é uma disciplina complexa mesmo”, diz. Segundo Suely, há um problema central na hora de ensiná-la. “Diferentemente das outras matérias, a matemática é seqüencial. Ou seja, se o aluno não aprender a somar e a subtrair, não será capaz de multiplicar ou dividir”, diz. E, no dia-a-dia escolar, essa característica se torna traiçoeira. “Se a criança começa aprendendo mal a matéria, seu desempenho estará condenado pelos próximos anos, porque ela não conseguirá acompanhar e ficará desmotivada”, conclui.
Com dificuldades maiores ou menores, essa disciplina cheia de números e símbolos ainda é o bicho papão das salas de aulas, apesar do empenho em torná-la menos assustadora e mais atraente.

54-No texto, o pronome grifado no trecho há um problema na hora de ensiná-la refere-se
A) à disciplina.
B) às matérias.
C) à aversão.
D) à criança.


Abolição e liberdade
Machado de Assis

Por isso digo, e juro, se necessário for, que toda história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.

55- Uma das características do estilo de Machado de Assis em suas narrativas é o narrador se dirigir diretamente ao leitor enquanto conta a história. Em qual dos trechos abaixo de Memórias Póstumas de Brás Cubas se pode observar essa característica de o narrador se dirigir diretamente ao leitor enquanto conta a história?

A) “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria
em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte.”
B) “Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na
minha bela chácara de Catumbi.”
C) “Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos
contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos.”
D) “Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada
com Contrim, a filha, - um lírio do vale, - e... Tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem
era a terceira senhora.”


Leia o texto para responder à questão.
Parece uma Amazônia
Marcelo Bortoloti
As lojas de animais de estimação americana, além de uma enorme variedade de répteis, mamíferos e aves do mundo inteiro, oferecem espécies trabalhadas geneticamente para sofrer mutações que as tornam mais atraentes.

56- O pronome oblíquo sublinhado refere-se no texto à palavra
A) espécies.
B) aves.
C) mutações.
D) variedade.

Menino de engenho
José Lins do Rego
A estrada de ferro passava no outro lado do rio. (...)
Costumávamos ir para a beira da linha ver de perto os trens de passageiros. O meu primo
Silvino combinara em fazer virar a máquina na rampa do caboclo. Já outra vez, com um pano vermelho que um moleque pregara num pau, o maquinista parara o horário das dez. Agora o que meu primo queria era um desastre. E botou uma pedra bem na curva da rampa. Nós ficamos de espreita, esperando a hora. Quando vi o trem se aproximar como um bicho comprido que viesse para uma armadilha, deu-me uma agonia dentro de mim que eu não soube explicar. Parecia que eu ia ver ali perto de mim pedaços de gente morta, cabeças rolando pelo chão, sangue correndo no meio de ferros desmantelados. E num ímpeto, com o trem que vinha roncando pertinho, corri para a pedra e com toda a minha força, empurrei-a para fora. Um instante mais ouvi o ruído da máquina que passava. Fiquei sozinho, ali no ermo da estrada de ferro. Os meus primos e os moleques tinham corrido. Meu coração batia apressado. Parecia que eu era o único culpado daquela desgraça que não acontecera. Comecei a chorar, com medo do silêncio. Muito de longe, o trem apitava. E banhado pelas lágrimas, andei para casa. Nunca mais em forma minha vida o heroísmo me tentaria por essa.


57- Grafam-se com ss os nomes que se relacionam com verbos terminados em - tir, como ocorre com a palavra emissão, que é derivada do verbo emitir. A palavra derivada que segue a mesma regra é
A) exceção.
B) opressão.
C) agressão.
D) discussão.


58- A seqüência de acontecimentos narrada nesta história é a seguinte:
A) os meninos puseram uma grande pedra nos trilhos, mas um moleque parou o trem com um pano vermelho
     pregado em um pau para empurrar a pedra.
B) os meninos pararam o trem com um pano vermelho pregado em um pau e puseram uma grande pedra nos  
     trilhos, mas, no último minuto, o narrador empurrou a pedra.
C) os meninos puseram uma grande pedra nos trilhos e ficaram esperando o desastre do trem, mas, no último
     minuto, o narrador empurrou a pedra.
D) o narrador empurrou a pedra que tinha sido colocada nos trilhos e um moleque parou o trem com um pano
     vermelho pregado em um pau.


Leia o texto para responder à questão.
NASCE UM ESCRITOR
Jorge Amado

O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição.
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos.
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas.
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro "As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral.
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão.


59- Em qual trecho retirado do texto se observa a presença do narrador-personagem que conta a história?
A) “O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema.”
B) “A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o
      episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada.”
C) “Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene,
      anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula.”
D) “Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões
     de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas.”

Leia o texto para responder à questão.
Boa Ação
Carlos Drummond de Andrade

De repente, zapt, a cusparada veio lá do alto do edifício e varreu-lhe o braço direito que nem onda de ressaca. Horror, nojo, revolta: no meio das três sensações, o triste consolo de não ter sido no rosto, nem mesmo no vestido. Como limpar “aquilo” sem se sujar mais? Teve ímpeto de atravessar a rua, a praia, meter-se de ponta cabeça no mar. Depois veio a idéia de entrar no primeiro edifício, apertar a primeira campainha, rogar em pranto à dona da casa: “Me salve desta imundície!”

60- A pontuação expressiva, como, por exemplo, interrogação, exclamação, reticências, aspas etc. é empregada, muitas vezes, como efeito de sentido. No texto, que efeito de sentido tem o uso das aspas em “aquilo”?
A) Barulho.
B) Ressaca.
C) Repugnância.
D) Agressividade.
Leia o texto para responder à questão.
Guerra dos Mascates
José de Alencar

Três candidatos à glória, um rabisca-papel, um fere-folha e um roedor de unhas.
Ao tempo em que Nuno escapava-se da embrechada, outro mancebo pouco mais idoso que ele assomou na extremidade da ponte que então ligava ao Recife a ilha dos Pescadores, onde era o bairro de Santo Antônio.
Já não existe aquela ponte construída no tempo da dominação holandesa pelo conde Maurício de Nassau. Em 1737 a reformou o governador Henrique Luiz Pereira Freire, que teve a engenhosa idéia de levantar ao longo dela dois renques de pequenas lojas para os quincalheiros, donde provinha ao real erário boas propinas. Desabando esta segunda ponte em 5 de outubro de 1815, foi substituída por outra que chegou aos nossos dias.
Vinha o rapaz do Porto das Canoas onde acabava de desembarcar.
Representava ele maior idade do que os 26 anos que tinha; era de mediana estatura e compleição fornida. Por cacoete ou vício de conformação faziam as espáduas uma leve corcunda, que o privava de apresentar o rosto bem de face; o olhar do interlocutor encontrava um semblante escorregadio e resvalava por ele sem o penetrar.

61- No texto, o narrador faz referência explícita a um fato da História do Brasil. Essa referência aparece no seguinte trecho:
A) Ao tempo em que Nuno escapava-se da embrechada outro mancebo pouco mais idoso que ele...
B) Já não existe aquela ponte construída no tempo da dominação holandesa pelo conde Maurício de Nassau.
C) Vinha o rapaz do Porto de Canoas onde acabava de desembarcar.
D) Representava ele maior idade do que os 26 anos que tinha; era de mediana estatura...


Leia o texto para responder à questão.

Como e por que ler os clássicos universais desde cedo
Ana Maria Machado

As Viagens de Marco Pólo poderiam ser vistas inicialmente como uma grande reportagem. O jovem Marco foi um mercador que na adolescência acompanhou seu pai e seu tio em uma caravana que foi por terra ao Oriente. Mais tarde organizou a sua própria expedição a terras ainda mais distantes. Posteriormente, contou toda a viagem que tinha feito e as maravilhas que tinha visto em suas andanças por lugares muito diferentes. Marco Pólo também inclui em seu livro observações sobre os costumes, as culturas e os povos que visitou. E como ficou muitos anos morando na China, onde fez amizade com o imperador e foi até mesmo seu embaixador, nos deixou um relato fascinante sobre tudo o que viu por lá.

62- Segundo o texto, podemos caracterizar Marco Pólo como
A) chinês, amigo do imperador e mercador.
B) jornalista, chinês, adolescente rebelde.
C) mercador, embaixador e escritor.
D) escritor, empregado do pai, observador.


Leia o texto para responder à questão.

O que é mais ecologicamente correto: jogar o papel higiênico no lixo ou na privada?

Se o papel for fino, daqueles macios, de folha dupla, que se dissolvem na água, jogue-o na privada. Quando passar pelo sistema de tratamento de esgoto, ele será filtrado e, juntamente com os outros resíduos sólidos, levado a um aterro sanitário - que é para onde ele iria se você o tivesse jogado no lixo. A diferença é que, nesse processo, você economiza em saquinhos plásticos para embalar o lixo. Eles sim fazem muita diferença para o ambiente: enquanto o papel leva 4 meses para se degradar, o saquinho leva cerca de 40 anos.
Agora, se o papel que você usa não é dos melhores, o jeito é jogá-lo no lixo mesmo. Apesar de não ser capaz de, sozinho, bloquear o fluxo de água na rede de esgoto, seus resíduos podem piorar entupimentos já formados durante o percurso rumo à estação. O mesmo vale para cidades em que não há tratamento de esgoto: nesse caso, o papel vai direto para os rios, contribuindo para a poluição das águas.

Fonte: HAIDAR, Sílvia. Respostas. Superinteressante, São Paulo, n. 254, p. 46, jul. 2008.

63- Todo texto destina-se a um determinado público e tem como finalidade transmitir uma idéia principal.
O texto acima foi escrito para
A) relacionar para o leitor vários hábitos que podem levar a entupimentos na rede de esgoto.
B) explicar ao leitor como barrar o fluxo de água na rede de esgoto.
C) alertar o leitor sobre o problema que resíduos podem causar à rede de esgoto.
D) indicar as cidades que não possuem rede de esgoto.


Leia o texto para responder à questão.
cosmopolita. [Do gr. kosmopolítes.] S. 2 g. 1. Indivíduo que vive ora num país, ora noutro, adotando-lhes com
facilidade os usos e costumes. 2. Pessoa que se julga cidadão do mundo inteiro, ou para quem a pátria é o mundo: "Ele tinha viajado em toda a Europa..., era um cosmopolita, na grande acepção filosófica desta palavra,
inteiramente lavado de estreitos preconceitos de raça e de nação." (Ramalho Ortigão, A Holanda, p. 241.) • Adj. 2g. 3. Que passa a vida a viajar em diversos países. 4. Que é de todos os países. 5. Que apresenta aspectos comuns a vários países: São Paulo é uma cidade cosmopolita. 6. Que sofre influência do estrangeiro: mentalidade cosmopolita. 7. Próprio de cosmopolita (1 e 2): costumes cosmopolitas. 8. Bot. Diz-se das espécies que se espalham pela maior parte do globo, espontaneamente.

Fonte: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua português.

64- O texto acima é um verbete de dicionário de língua portuguesa, cuja finalidade é esclarecer os significados e usos das palavras. Em relação à organização deste texto, é correto dizer que os números em destaque servem para indicar
A) a origem do vocábulo.
B) a abreviação do vocábulo.
C) o significado do vocábulo em situações de uso.
D) a pronúncia do vocábulo em cada situação.

Leia o texto para responder à questão.
Poesia matemática
Millôr Fernandes

Às folhas tantas
Do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo octogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela
Até que se encontraram
No Infinito.

65- Neste poema, a palavra grifada Ímpar tem o sentido de
A) que não é divisível por 2.
B) que tinha outro par.
C) sem igual.
D) impassível.


Leia o texto para responder à questão.


Cuidado: Não permita que crianças utilizem indevidamente esta embalagem.
                Utilizá-la como capuz ou máscara, provoca sufocação.


66- Esta é uma advertência que vem estampada em sacolas plásticas de lojas e supermercados. A palavra adequada que pode unir as duas frases e indicar uma relação de causa e conseqüência entre elas é:
A) senão.
B) porque.
C) então.
D) porém.



Leia o texto para responder à questão.
Definição

Segundo as regras ortográficas da língua portuguesa, o sufixo eza deve ser grafado com z em substantivos derivados de adjetivos (por exemplo, belo – beleza); entretanto, quando o sufixo esa aparece em adjetivos pátrios, deve ser grafado com s (por exemplo, portuguesa).

67- As palavras cujas grafias, respectivamente, podem ser exemplos dos dois processos apresentados na definição acima são
A) clareza / presa.
B) tristeza / holandesa.
C) reza / japonesa.
D) natureza / francesa.

Leia o texto para responder à questão.
Mais feliz
Dê, Bebel Gilberto,Cazuza

O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
Pra transformar o que eu digo
Rimas fáceis, calafrios
Fura o dedo faz um pacto comigo
Num segundo o teu no meu
Por um segundo mais feliz

68- Personificação é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais ou abstratos.
Indique o verso que apresenta uma personificação.
A) “A vida inteira eu quis um verso simples.”
B) “Pra transformar o que eu digo.”
C) “Fura o dedo, faz um pacto comigo.”
D) “O nosso amor não vai olhar para trás.”

Leia o texto para responder à questão.

Prêmio é “consolador em vida de briga”, diz Ubaldo
Laura Matos

Foi com sua habitual ironia que João Ubaldo Ribeiro, 67, falou à Folha sobre os € 100 mil (cerca de R$ 246 mil) que receberá por ter vencido, no sábado, o Prêmio Camões, a principal distinção concedida a autores de língua portuguesa.
“Gostaria de lembrar que se trata de €100 mil. Pode parecer muito, mas não compra as dependências de empregada de um apartamento aqui pertinho na [avenida] Delfim Moreira [Leblon, zona sul do Rio]. Portanto, não posso sair por aí como quem sai do Big Brother nem tampouco posar pelado, pois tenho o receio de que o mercado seria reduzido”.


69- As formas verbais empregadas no trecho acima variam da 3ª para 1ª pessoa do singular à medida que há uma mudança da fala de quem relata o fato para a fala do próprio João Ubaldo. Identifique o verbo do texto que está presente na fala do escritor premiado.
A) Foi.
B) Falou.
C) Receberá.
D) Posso.

Leia o texto para responder à questão.

Trem de Ferro
Manuel Bandeira


Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?
Agora sim

Café com pão
Agora sim
Café com pão
Voa, fumaça
Corre, cerca

Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força

Muita força
Muita força
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira

Debruçada
Que vontade
De cantar!

Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia

Ôo...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Ôo...
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente.


70- O som da repetição de expressões como: café com pão, muita força e pouca gente; dos verbos: foge, passa e vou e o uso de versos curtos ajudam a compor o tema do poema que é
A) um passeio de trem com belas paisagens.
B) a última viagem de um trem que faz muito barulho.
C) a pressa, a alegria e a ansiedade da volta.
D) a tristeza da partida de um lugar muito querido


Leia o texto para responder à questão.

Bat-staka
Gilberto Gil

Súbito o estalo
O abalo no meu coração
Nítido badalo
Lá está o bat-staka
Está lá o bat-bat-stakato
Bat-bat-batidão
Não adianta mudar
Não adianta mudar de estação
O bat-staka estala
O bat-staka está lá de plantão

71- A repetição dos sons /b/, /t/ e /k/ representa um recurso sonoro que intensifica a idéia contida nos versos de Gilberto Gil. Essa idéia é
A) das badaladas do relógio.
B) das batidas do coração.
C) de um estalo repentino.
D) da mudança de estação.

Leia o texto para responder à questão.

Candidata mais velha do Brasil, “Mamãe”, 103, diz que cidades mudaram “para pior.”

Religiosa, Deodata Pereira costuma comparecer com freqüência às missas, sempre aos domingos e responde com simplicidade quando alguém indaga o que fazer para chegar aos 100 anos. “Não fiz nada para atingir 100 anos, foi Deus quem determinou. Só digo uma coisa, nunca fumei e nunca bebi.”
Saudosista, Deodata Pereira acredita que, com o passar dos anos, as cidades brasileiras mudaram “para pior”. “Mamãe” também acha que os idosos são desrespeitados no Brasil.
Muito popular no bairro onde mora, “Mamãe” disse que gosta de ser “famosa”. “Depois de velha é que a fama chegou. Demorou, mas chegou”, afirma, com um sorriso.
Sem problemas de saúde, “Mamãe” diz ainda que está com “muita disposição” para participar das reuniões na Câmara de Feira de Santana, caso seja eleita em outubro próximo.

Fonte: MARTINEZ, Manuela. Candidata mais velha do Brasil..

72- Em qual das alternativas a entrevistadora cita uma opinião da entrevistada?
A) Depois de velha é que a fama chegou...
B) “Mamãe” também acha que os idosos são desrespeitados no Brasil.
C) Deodata Pereira costuma comparecer com freqüência às missas.
D) Deodata Pereira responde com simplicidade sobre sua idade.


Leia o texto para responder à questão.
O burro, o galo e o leão
Esopo

Certa vez, um galo passava um dia com um burro. Como um leão atacasse o burro, o galo cantou e o leão (dizem, com efeito, que ele tem medo do canto do galo) fugiu. O burro, julgando que o leão fugira por temê-lo, não hesitou em persegui-lo. Quando o perseguia a uma distância que a voz do galo não mais alcançava, o leão voltou-se e o devorou. E o burro, já quase morrendo, dizia: ”Infeliz e insensato eu sou, pois, não tendo pais guerreiros, por que razão parti para a guerra?”


73- Qual a moral mais adequada ao tema dessa fábula?
A) Cuidado com a ambição. Contenta-te com o que já tens.
B) O medo de um grande mal nos ajuda a suportar um mal menor.
C) Muitas vezes, coisas insignificantes, nos desviam a atenção do verdadeiro problema.
D) Há homens que se precipitam sobre inimigos que propositalmente se mostram fracos e, então, são mortos
     por eles.


Observe a seguinte propaganda e responda à questão.


Independente. Adj. 2g.

1. Que está livre de qualquer dependência ou sujeição.
2. Que é ou se tornou livre de qualquer laço ou compromisso afetivo, social, moral etc; que é senhor das
     próprias decisões.
3. Diz-se daquilo que, embora sendo parte de um sistema, não tem ligação ou relação direta com outra (s) parte (s) do mesmo sistema.
Fonte: Dicionário Aurélio

Esta é a principal razão para você ler a revista mais completa do País.
ISTOÉ
Independente

74- O anunciante usa o verbete de um dicionário para explicar os significados do adjetivo “independente” e divulgar uma revista. Que efeito ele quis produzir no texto com esse uso?
A) Explicar para que serve um adjetivo.
B) Descrever como é a revista.
C) Comparar o dicionário à revista.
D) Mostrar as qualidades da revista.


Leia o texto para responder à questão.
A rua diferente
Carlos Drummond de Andrade

Na minha rua estão cortando árvores
botando trilhos construindo casas.
Minha rua acordou mudada.
Os vizinhos não se conformam.
Eles não sabem que a vida
tem dessas exigências brutas.
Só minha filha goza o espetáculo
e se diverte com os andaimes,
a luz da *solda autógena
e o cimento escorrendo nas formas.
*solda autógena: solda de dois metais por fusão parcial deles, conseguida por maçarico.

75- A personificação é uma figura de estilo que consiste em dar vida, ação, voz e movimento a seres inanimados ou abstratos. Em que verso desse poema identificamos a personificação?
A) “Na minha rua estão cortando árvores”
B) “Minha rua acordou mudada.”
C) “Os vizinhos não se conformam.”
D) “e o cimento escorrendo nas formas.”

Leia o texto para responder à questão.
O burro que vestiu a pele de um leão
Esopo

Um burro encontrou a pele de um leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de se esconder numa moita e pular fora sempre que passasse algum animal. Todos fugiam correndo assim que o burro aparecia. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada fugir dele correndo que começou a se sentir o rei leão em pessoa e não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa que ia fugindo com os outros, parou, virou-se e se aproximou do burro rindo:
– Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse levado um susto. Mas aquele zurro bobo estragou sua brincadeira.
Moral: Um tolo pode enganar os outros com o traje e a aparência, mas suas palavras logo irão mostrar quem ele é de fato.


76- Nesta fábula, fica claro que a história que se conta está chegando ao fim no momento em que
A) os animais fogem correndo do burro.
B) o burro fica satisfeito e solta um zurro.
C) a raposa pára, volta e fala com o burro.
D) aparece a moral da história.


Leia o texto para responder à questão.

Passarinheiros na berlinda

O Ibama demorou, mas resolveu pôr ordem na casa dos criadores de passarinhos do Brasil.
O instituto desconfiou do crescimento assombroso de criadores no país, que saltou de 8.000 em 2005 para quase 40.000 até agosto deste ano. A suspeita era que esse aumento estaria encobrindo traficantes de pássaros silvestres. Agora, o Ibama acaba de baixar uma norma proibindo a inscrição de novos criadores. Quer, primeiro, recadastrar todos eles.

Fonte: PASSARINHEIROS na berlinda. Veja, São Paulo, p. 49, 5 set. 2007.

77- Pode-se dizer que o fato que deu origem a essa notícia foi
A) o aumento do número de pássaros silvestres criados em cativeiro no Brasil.
B) a edição da norma do Ibama suspendendo a inscrição de novos criadores de pássaros.
C) o aumento de pássaros silvestres no país.
D) a norma que vai cadastrar todos os funcionários do Ibama.



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